sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

População cobra ação quanto a cães abandonados nas ruas da cidade

Moradores de diversos bairros procuraram a reportagem do Jornal Folha da Itapema esta semana para denunciarem a ocorrência de cães que ficam abandonados nas ruas da cidade colocando em risco a vida das pessoas, de serem mordidas ou de sofrerem com a transmissão de diversas doenças. A reportagem da Folha da Itapema esteve em reunião com o Secretário de Saúde de Caldas Novas, Luciano Filho, que afirmou estar criando o Sistema de Zoonozes da cidade, e que ainda não fora criado por depender da elaboração do projeto que está em fase conclusiva e também da elaboração de um plano de ação que deverá ser referendado por parte do Ministério Público que no ano que passou proibiu a ação da Carrocinha, e também o fato de não poder a secretaria de saúde firmar um convênio com a ASPACAN. O secretário afirmou ainda que a coleta dos cães vadios é responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente.

A Reportagem da Folha da Itapema está acompanhando o caso.

O que é um Cão Vadio???
O cão vadio é aquele animal carenciado, que não conta com alimentação diária comum e conta com a ajuda de pessoas que dão comida para estes ou vivem de sobra de alimentos, e até mesmo roubando alimentos em alguns casos. A superpopulação desse tipo de animais nas ruas é uma realidade: o número de animais a precisar de um lar é muito superior ao número de famílias dispostas a adotá-los, o que leva a que muitos milhares de animais nasçam e vivam nas ruas, sem acesso a alimentação suficiente ou a cuidados de saúde básicos, acabando muitos deles por morrer de fome, de doença, ou vítimas de maus-tratos. 

Captura de Cães e Gatos Vadios ou Errantes

Compete às câmaras municipais, atuando dentro das suas atribuições nos domínios da defesa da saúde pública e do meio ambiente, proceder à captura dos cães e gatos vadios ou errantes, encontrados na via pública ou em quaisquer lugares públicos, utilizando o método de captura mais adequado a cada caso, estabelecido em conformidade com o previsto no Decreto-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, fazendo-os recolher ao canil ou gatil municipal. (cfr. art.º 8.º, n.º 1, do Decreto-Lei n.º 314/2003, de 17 de Dezembro). Caldas Novas ainda não conta com um canil municipal.


Uma pessoa que solta um cachorro na rua e for denunciada pode pagar algum tipo de pena???

Pessoas irresponsáveis continuarão abandonando “seus” animais quando eles deixarem de ser o “divertimento da família” e se tornarem um “problema”. Pessoas que não se atentam para a problemática do abandono continuarão deixando animais saírem de casa sozinhos contribuindo para a enorme quantidade de nascimentos.
Mais um problema se instala: o que fazer com esses indefesos recém nascidos? A solução seria levar para abrigos e torcer para que eles tenham a sorte de conseguir um lar adequado? Presentear um amigo que talvez nem tenha noção de guarda responsável? Será que em alguma dessas situações este animal adotado não voltará para as ruas caso se torne um “adulto indesejável”? Será que as pessoas se prepararam realmente para receber este ser vivo que é completamente dependente do seu guardião e precisa de boa alimentação, ambiente adequado, atenção freqüente e rotineiros cuidados veterinários?
Criar um animal exige bastante dedicação e planejamento. Assim como deveria acontecer ao se pensar em ter um filho. Deve-se lembrar ainda que filhos se tornam independentes e podem ser dispensados a maioria dos cuidados em determinada fase da vida, enquanto cães  e gatos continuam sempre sendo dependentes de seu guardião e, nas idades avançadas, passam a requerer ainda mais cuidados para desfrutar de uma velhice saudável.
Analisando com profundidade a situação, é possível considerar que os verdadeiros culpados pelo abandono são todos que preferem fingir que esta situação não existe, aqueles que tratam os animais como objetos da diversão e da satisfação humana, aqueles que comercializam animais como se fossem meramente mercadorias com selo de qualidade e, também, aqueles que não buscam entender as causas sócio-econômicas que estão relacionadas com a questão do abandono e realizam trabalhos meramente assistencialistas sem perspectiva multiplicadora.
Devem ser reconhecidas as ações dos grupos que trabalham com educação popular e discutem a questão da guarda responsável, preocupam-se com as verdadeiras intenções dos adotantes, realizam ou fomentam programas de castração e todas as pessoas que contribuem com estes grupos.


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