A Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou proposta que cria a Política
Nacional de Racionalização e Combate ao Desperdício do uso da Água. Segundo o
texto, terão prioridade para receber recursos de convênios com a União os
municípios que instalarem equipamentos de controle de consumo de água em
edifícios não residenciais de uso público, como prédios comerciais, escolas
públicas e privadas, hotéis, motéis e clubes.
Entre os
equipamentos a serem usados, estão torneiras para pias, registros de chuveiros
e válvulas de mictórios que sejam desligados automaticamente quando não
estiverem sendo usados; torneiras com acionamento restrito em áreas externas; e
vasos sanitários com volume de descarga reduzido. Também fica prevista a
captação, nos edifícios, de água das chuvas para regar jardins e lavar
veículos, calçadas e pisos.
A proposta
estabelece, como objetivos na nova política nacional, a promoção de campanhas
de conscientização dos consumidores sobre o uso eficiente da água e a
integração com as políticas de saúde, meio ambiente, saneamento, recursos
hídricos e de desenvolvimento urbano e rural.
O texto aprovado
aproveita pontos dos Projetos de Lei 6963/02 e 7345/02 (apensado), ambos do
deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP); e também do substitutivo da Comissão
de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para essas propostas.
“São projetos
relevantes e oportunos no sentido de racionalizar e otimizar o uso da água, que
é um recurso natural único, escasso e essencial à vida”, afirmou o relator da
matéria na CCJ, deputado Rubens Bueno (PPS-PR).
Em seu parecer,
Rubens Bueno retirou, por considerá-los inconstitucionais, artigos dos projetos
que impediam os municípios de receberem transferências da União caso não
implantassem as medidas previstas.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já havia sida aprovada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Meio Ambiente. Ela seguirá agora para o Senado, se não for apresentado recurso para a sua apreciação no Plenário da Câmara.
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já havia sida aprovada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Meio Ambiente. Ela seguirá agora para o Senado, se não for apresentado recurso para a sua apreciação no Plenário da Câmara.
ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
Reportagem - João Pitella Junior
Edição - Marcia Becker
Edição - Marcia Becker
Fonte - Câmara Federal

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